O Médico 1992; 126(2067): 258-260.

DESENVOLVIMENTO DE UMA NORMA DIGITALIZÁVEL POR MEIOS ÓPTICOS
PARA UMA BASE DE DADOS EM INTERCONSULTA

Ramiro Verissimo

Key Words:
Informática médica; base de dados; digitalização por meios ópticos; interconsulta.

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Prof. Doutor Ramiro Verissimo
Psicologia Médica / Faculdade de Medicina do Porto
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Resumo

Todos os serviços clínicos devem possuir um ficheiro com alguns elementos acerca das suas actividades relativas aos cuidados dispensados aos seus pacientes. Em serviços com um movimento relativamente pequeno, tal como uma Unidade de Internamento em Psiquiatria, em que as admissões mensais rondam as 20-30 ficando os pacientes em regra 2 a 4 semanas, a quantidade de informações acerca de cada paciente, ou pelo menos passível de ser obtida durante o contacto com o mesmo, é enorme. Por outro lado, serviços de grande movimento como o psiquiátrico de urgência ou o de interconsulta, podem não necessitar, ou sequer conseguir reunir uma quantidade de informação tão grande sobre cada paciente. E esta foi a ideia que presidiu ao desenvolvimento de um banco de dados mínimo, em microcomputador, com introdução dos mesmos através da sua digitalização por meios ópticos, o qual se destina inicialmente a pacientes vistos numa interconsulta psiquiátrica de grande movimento.

Introdução

Com o aparecimento e progressivo desenvolvimento do microcomputador assistiu-se na última década a um crescimento paralelo das suas aplicações e áreas de intervenção. Com efeito ele pode representar não só uma enorme economia de tempo e recursos, como ainda permitir processar e obter informações que de outro modo não seriam de acesso fácil ou sequer possível. A medicina em Portugal não é excepção à regra, mas tem mantido alguma desconfiança, talvez por receios não verbalizados ou mesmo consciencializados de que isso venha de algum modo a pôr em causa a idoneidade da prática. No entanto a generalidade dos países que pretendemos como modelos a seguir, têm vindo a investir enormes esforços materiais e intelectuais no sentido de uma exploração previsível e comprovadamente profícua. Partindo do princípio de que 'o que alguém sabe e outrém desconhece confere ao primeiro um certo poder sobre o segundo', o grau de desconfiança e resistência tem sido tanto maior quanto menos flexível é o meio em causa. Apesar de tudo as variações têm permitido uma penetração regular de que são exemplo o HIPERT a que está ligado o Dr Jorge Ruivo, o DATASCOPE idealizado pelo Dr António Gouveia de Oliveira ou o plano de informatização do Hospital Egas Moniz da responsabilidade do Dr Mário Veloso com os projectos associados do DYSMOR ligado à Drª Maria de Jesus Feijó e do LEMMA [1]. Isso tem-se traduzido na possibilidade de assistir esporadicamente, mas cada vez mais, a comunicações e / ou à publicação de relatos sobre a aventura do recurso à informática [2,3,4,5,6,7,8,9], muito particularmente no campo dos bancos de dados para armazenamento e ulterior tratamento das informações recolhidas [10,11,12,13,14,15], caso do presente trabalho na área da psiquiatria de ligação, mas também no da aplicação de testes para avaliação psicológica [16, 17], da inteligência artificial [18], que se diria apanágio de alguns, poucos visionários, para já não falar no das redes neuronais [19] e da investigação no domínio da brain theory [20], essa então alvo de franca discriminação por parte dos que corporizam o seu desconhecimento no modo como executam o poder. Mas não sendo este o local mais indicado para refazer a análise dos 'mecanismos de defesa', nem esse é o intuito, diria antes que neste campo se me afigura que um dos principais factores de resistência a esse interesse crescente reside no receio face a possíveis dificuldades para aprender a lidar com estas novas tecnologias, resistência essa que em regra é directamente proporcional à idade, se bem que com um sem número de louváveis excepções: por inerência do tipo de actividade, por imposição vinda do exterior ou por pioneirismo e juventude de espírito dos que se não deixam anquilosar intelectualmente.

Assim é que o especialista se mostra indisponível para o que sente como uma nova especialização noutra área, dado que encara as exigências da microinformática como sendo de teor especializado, opinião que corrobora ao escutar o 'calão de especialista' no linguajar dos utilizadores iniciados. E este foi o primum movens para o desenvolvimento de um meio automático para introdução de dados, até porque os sectores de catalogação estão a ser informatizados, por exigências de ordem administrativa, passos encetados de acordo com a estratégia do Ministério da Saúde conforme exposta pelo respectivo Secretário de Estado da Administração por ocasião do primeiro "Fórum de Informática na Saúde": "Prestar melhores cuidados de saúde com maior economia e eficiência, através de uma intensificação do recurso a soluções informáticas" [21]; aliás outra não é a estratégia delineada pelo Director do Serviço de Informática do Ministério da Saúde quando admite que "temos um atraso na informatização dos serviços de saúde em relação a outros países" e acrescenta que os projectos não devem incidir "apenas na informatização do ministério nos aspectos administrativos, mas também no apoio às actividades dos serviços de saúde no que concerne à parte clínica" [1]. Deste modo e à partida o médico não terá mais do que saber da sua própria arte, obedecendo a um mínimo de preceitos de rigor na recolha dos referidos dados; pode contudo permanecer, tanto quanto o pretenda, na ignorância de uma tecnologia cujos frutos, a exemplo do que acontece com a sua máquina fotográfica, de calcular, de lavar ou com o seu automóvel, vem a colher ulteriormente sem grande esforço. O sistema é viável e inclusivamente já foi testado, revelando-se fiável e relativamente fácil de complementar [22]. Um banco de dados nestes moldes pode fornecer, desejavelmente, muitos elementos importantes, sejam os de teor sociodemográfico e clínico, além dos habitualmente utilizados numa estatística sumária de ordem administrativa [23]. Apresenta-se como um modo de coligir dados bastante eficiente que pode ser adoptado como modelo a utilizar por outros serviços de grande movimento como por exemplo o representado pelas fichas anestésico-cirúrgicas [24,25,26,27]; estas poderão fornecer de modo automático não só os referidos elementos de ordem clínica ou administrativa, como também os essenciais para a elaboração dos currículos dos internatos de especialidade.

Desenvolvimento

Os princípios que presidiram à elaboração de uma Ficha de Consulta em Psiquiatria deste tipo (enviada mediante pedido ao autor), doravante designada pela sigla FCP, foram ditados por várias ordens de factores. Em primeiro lugar, naturalmente, pelo facto de que para ser eficaz a ficha deve ser totalmente preenchida e de forma correcta, o que de certo modo colide com a circunstância de serem variadíssimas as pessoas a quem incumbirá tal tarefa; estas serão em regra internos da especialidade, o que levanta desde logo a questão da necessidade de haver um especialista responsável pela revisão final. Por outro lado, se a escassez de tempo e o excesso de trabalho obrigam a visar a maior simplicidade possível na concepção da ficha, a falta de pessoal qualificado disponível para a, apesar disso, morosa tarefa da introdução dos dados no computador, leva mesmo a pensar em meios alternativos. Tanto mais quanto possam esses meios vir de encontro à declaração da Associação Médica Mundial sobre o uso de computadores em medicina tal como foi formulada em Outubro de 1973 e conforme correcção introduzida em Outubro de 1983 [28].

Com efeito se o reconhecimento da tecnologia de digitalização por meios ópticos, no sentido de alcançar os fins em vista, já data de há algum tempo [29], só mais recentemente é que o seu desenvolvimento a tornou um meio fiável e economicamente acessível a nível institucional. E tanto mais quanto a generalidade das pessoas vai estando cada vez mais familiarizada com tal tipo de procedimento, designadamente o de escurecer pequenos círculos em branco como forma de preencher impressos da mais diversa índole. Ora no que se refere à consulta psiquiátrica esse é um meio que já se tem vindo a demonstrar como eficaz no sentido de melhorar significativamente a pesquisa anamnéstica [30,31].

Na concepção da ficha seguimos a orientação sugerida pelos relatos de vários autores que se dedicam a este sector de intervenção, mas muito particularmente conforme sumariados por Hengeveld et al [32]. Tendo em vista a possível e desejável generalização, não me deterei na descrição do conteúdo de cada uma das áreas. Não quero deixar de referir, no entanto, que a lista que temos no Eixo I contempla sobretudo as principais categorias diagnósticas e embora seja perfeitamente possível um esquema mais detalhado, foi intencional o pouco relevo dado às sub-categorias, de recolha relativamente problemática no breve período de contacto com o paciente neste tipo de consulta. Uma vantagem imediata desta abordagem é o facto de dispensar o interno da consulta do Manual do DSM-III-R [33] no sentido de achar o código correspondente ao diagnóstico uma vez que este é assinalado directamente. Outro aspecto interessante é a possibilidade de codificar a intervenção terapêutica, o que deixa em aberto a possibilidade de o fazer em relação a fármacos específicos ou mesmo às doses utilizadas. Uma outra possibilidade ainda é a de introduzir campos numéricos onde possam ser assinalados, por exemplo, os resultados de determinados testes.

Implementação

A fase inicial de introdução do sistema comporta uma página com instruções claras sobre o preenchimento da FCP, página essa a ser apresentada numa reunião em que possa ser analisada por todos os intervenientes no processo e muito particularmente no sentido de precisar determinados conceitos como é o caso dos inerentes à correcta utilização das escalas dos Eixos IV e V e de gravidade da doença de Karnofsky.

Fluxograma (40010 bytes)

A figura 1 pretende esboçar o fluxograma com os trâmites a observar, as acções a desencadear e o material necessário aos procedimentos propostos. Nela podemos observar que as primeiras coisas a assinalar na FCP se-lo-ão pela pessoa que recebe o pedido da consulta de apoio. Quando a FCP fôr entregue à pessoa que vai efectuar a consulta, é colocado um pequeno cartão com o nome do paciente num placar sob o nome ou na área reservada a essa pessoa, o que pretende ser uma chamada de atenção visual para o facto de a FCP "estar fora". Feita a consulta deve a FCP, convenientemente preenchida, ser devolvida ao secretariado, sendo então retirado o cartão do placar e guardado num ficheiro próprio. Segue-se então a revisão final da FCP por um especialista, o qual a devolverá ao responsável pela consulta caso depare com manifesta falta de dados ou outra qualquer falha assinalável.

Posteriormente, com a frequência que a relação entre o número de FCP's e o tempo necessário para digitalizar cada uma delas o determinar, serão os dados introduzidos num microcomputador. As variáveis aqui dependerão do movimento do serviço em causa, bem como do tipo de scanner, podendo este fazer a sua leitura página a página ou antes ler de ambos os lados de uma mesma folha na mesma passagem de, digamos, 7 segundos; além do mais pode dispor de um alimentador de páginas optimizando o processo. Os elementos obtidos por este meio são gravados no disco duro do microcomputador e depois copiados em formato ASCII para um disco amovível, que servirá de cópia de segurança; a partir deste serão então transferidos para um programa de base de dados do tipo dBase IV® ou melhor ainda SuperBase 4®, permitindo assim a sua análise imediata, bem como a geração automática de relatórios e gráficos de actividade, mensalmente se necessário.

Conclusões

Por meio da FCP os relatórios anuais de actividade podem ser obtidos em alguns minutos, o que leva inclusivamente a pensar na possibilidade de obter informações periódicas mais limitadas sobre o movimento do serviço.

Mais além podem agora divisar-se novas utilizações que seriam impensáveis doutro modo. Sendo os internos os principais responsáveis pelas consultas efectuadas, terão todo o interesse em preencher completa e convenientemente as fichas relativas aos pacientes por si observados; isto a partir do momento em que passam a poder dispor automaticamente de relatórios relativos às suas actividades durante determinadas valências, o que representa uma economia astronómica de tempo de pesquisa. Pensar-se-á de imediato em internos de anestesiologia ou de especialidades cirúrgicas, conforme já foi referido, mas o que acontece é que mesmo no caso vertente da psiquiatria, em serviços algo diferenciados, os internos rodam em períodos de, digamos, três meses por um regime de interconsulta a tempo inteiro, necessitando das principais características dos pacientes por si observados a fim de fazerem menção das mesmas nos seus currículos.

Podem por outro lado ponderar-se outros aspectos doutro modo inviáveis, tais como comparar grupos de pacientes sujeitos a diferentes cuidados de determinada ordem; suponhamos o caso dos pacientes a quem é prescrita a necessidade de vigilância em relação a aqueloutros que não tiveram tal prescrição, no sentido de circunscrever quais os critérios para uma real necessidade da mesma, evitando deste modo cuidados que, se podem ser inúteis nem por isso deixam de ser bastante dispendiosos. Neste âmbito podem por exemplo ser discriminados grupos de risco, seja de risco suicidário, através do estudo das variações de incidência entre diferentes enquadramentos nosográficos. Além disso a referida possibilidade de introduzir campos numéricos adicionais deixa em aberto a possibilidade de testar determinadas hipóteses.

Mas se a introdução da FCP traz consigo incontestáveis vantagens, nem por isso deixa de requerer por parte dos internos o domínio do sistema multiaxial do DSM-III-R [33]. Quanto à escala de Karnofsky de gravidade da doença física, esta serve pelo menos para relembrar ao interno que tal aspecto não pode ser descurado numa avaliação psiquiátrica correcta. Aliás uma das já mencionadas vantagens do sistema será a de obrigar a um nível mínimo de rigor na avaliação e seu registo no sentido de se obter uma ficha completa e correctamente preenchida, melhorando assim significativamente a qualidade dos serviços prestados. Claro que para o conseguir tem de ser tomada em devida consideração a extensão e grau de pormenor da referida ficha por forma a optimizar o seu formato em relação a excessos que só iriam desmotivar da sua correcta utilização e posterior devolução.

Resta finalmente ressaltar de novo que a implementação do sistema, se por um lado não implica qualquer conhecimento informático prévio, o que constituiria uma barreira inicial difícil de transpor ou mesmo inviabilizante, não requer, por outro, manipulação directa dos dados clínicos por pessoal não médico o que facilmente se complementa no facto de os diferentes tipos de informação na base de dados poderem e deverem ser de acesso condicionado.

Por tudo isto esperamos ter a aceitação capaz de levar à generalização deste modus faciendi.Topo

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