
Introdução
Um dos objectivos primordiais da
intervenção terapêutica é de algum modo o melhorar a qualidade de vida dos pacientes;
e esta deve ser, em última análise, a verdadeira pedra de toque para avaliar os
resultados dessa mesma intervenção. Ora tem-se verificado a este propósito que os
índices de actividade em uso na Doença Inflamatória Crónica do Intestino (DICI) são
relativamente pouco sensíveis e eventualmente mesmo discrepantes em relação à
percepção que o paciente tem do seu próprio estado. E daí o interesse que se tem
verificado nos últimos tempos em avaliar a qualidade de vida relativa à saúde (QV-RS),
o qual tem levado à criação de vários instrumentos de avaliação com aplicações em
diversas áreas de intervenção como sejam a da clínica, a da investigação, ou ainda a
da orientação da política sanitária. Mais além, estes índices de qualidade de vida
têm-se revelado mais fortemente correlacionados com o bem-estar e com um menor recurso à
utilização dos serviços de saúde, do que a avaliação clínica da actividade da
doença. No entanto, para uma escolha adequada e / ou utilização correcta, necessário
se torna ter algum conhecimento sobre as características e aspectos limitativos inerentes
aos instrumentos, sejam eles de avaliação genérica, por um lado, ou específicos da
DICI neste caso, por outro. Até porque da noção mais ou menos abrangente de QV-RS, uma
vez que incorpora as percepções do paciente relativamente ao seu estado de saúde e às
suas vivências relacionadas com a doença, resulta a multidimensionalidade resultam,
aliás, as principais dificuldades de concepção, análise e interpretação dos estudos
nesta área.
Mas se são muitos os que referem este conceito,
também a principal conclusão a tirar desde logo é a da míngua de condições
normalizadas. O que relativiza imenso as conclusões possíveis, e leva a restringir a
quantidade de informação disponível nesta área. No entanto, de um modo geral todos
indiciam uma boa QV-RS nestes doentes. A previsão é a de um acrescido interesse por este
tipo de instrumentos nos próximos tempos, no sentido de conseguir avaliar melhor o
impacto das DICI, quer a nível individual (orientação clínica no âmbito médico ou
cirúrgico) quer populacional (eficácia terapêutica, planeamento orçamental).
Métodos
O método mais simples consiste em fazer uma
única pergunta ao paciente, em cuja resposta ele se encarregará de algum modo de
incorporar as várias dimensões implícitas. Porém, também aí reside o seu óbice;
isto é, avaliações de um único ponto não nos dão qualquer informação sobre os
factores conducentes a esta ou a aqueloutra resposta. Será o caso, por exemplo, de
"Numa escala de 0 a 4, como descreveria o seu estado geral de saúde e bem-estar
actual?", ao que o paciente deverá responder entre bom, razoável, fraco, mau, ou
péssimo. A resposta assim obtida revela-se um meio clinicamente capaz de indiciar
globalmente o estado de saúde, tendo-se inclusive demonstrado em relação aos pacientes
com DICI, ser um forte indício do número de consultas efectuadas.
As avaliações genéricas caracterizam-se por
não entrar em linha de conta com aspectos específicos desta ou daquela doença. O que
vai permitir desde logo utilizar as pontuações obtidas para fazer estudos comparados
entre diferentes grupos de doentes, e designadamente com diferentes tipos de patologias.
Por outro lado, dado que representam o rol de respostas de um grupo de doentes, tornam-se
particularmente úteis em estudos epidemiológicos ou como meios de análise de factores a
considerar em decisões de orientação da política sanitária. Uma delas é a Técnica
de Negociar Tempo. Enquadrada como uma avaliação utilitária, é uma aplicação
resultante do modelo de decisão clínica. Consiste em avaliar a percepção que o
paciente tem do seu estado de saúde em relação à morte. Variando entre zero, para a
morte, e 1 para a saúde perfeita, a pontuação obtém-se pedindo ao paciente para
escolher, no campo das ideias naturalmente, entre o viver com o seu estado de saúde
actual, com tudo o que isso possa implicar de limitações de ordem física ou
psicossocial, e o viver algum tempo menos mas de perfeita saúde. Pensemos por exemplo em
dois doentes de trinta anos com doença de Crohn, cuja expectativa de vida é de 75 anos:
o de melhor estado de saúde pode estar disposto a só prescindir de 5 anos para passar a
viver de perfeita saúde até aos 70, ao passo que o de pior estado pode ceder 30 anos de
vida vivendo assim até aos 45. A pontuação utilitária seria então de 0.93 (70/75) no
primeiro caso, e de 0.60 (45/75) no segundo. A variação deste tipo de pontuação pode
ser utilizada por exemplo para avaliar o modo como o paciente encara a eficácia de uma
determinada terapêutica. No entanto, tal como acontece com qualquer avaliação global,
não revela concretamente qual o sector particular em que foi sentida uma melhoria, qual
aquele em que se sentiu um agravamento, pelo que constitui um meio mais avaliativo do que
propriamente discriminativo.
Outro tipo de avaliação genérica são os
perfis sanitários, de que são exemplo o Perfil do Impacto da Doença [1] e a Escala de
Adaptação Psicossocial à Doença [2]. Abrangem vários aspectos das vivências e
comportamentos do paciente, sejam elas de natureza somática ou de funcionamento
psicossocial, ou antes relativas à percepção do abalo produzido pela doença. O
primeiro, por exemplo, além de dar uma pontuação global, tem três subescalas que
cobrem aspectos físicos, quatro dirigidas a aspectos psicossociais, e cinco outras para
áreas autónomas. Como escala genérica com capacidade discriminativa esta escala pode
ser usada na planificação da política sanitária na medida em que é um instrumento que
permite comparar o estado funcional de pacientes com doenças diferentes. Proposta pelo
autor do SCL-90, também a segunda escala referida pode ser utilizado para explorar
vários factores intervenientes na adaptação psicossocial à doença. Para além de uma
pontuação global, cobre aspectos de orientação sanitária, de ambiente vocacional
(trabalho incluindo actividade escolar ou em casa), de ambiente doméstico, de
relacionamento sexual, de relacionamento com a família alargada, de ambiente social, e
ainda de mal-estar psicoafectivo. Com versões auto e hetero-aplicadas, e como um perfil
genérico que é, pode ser aplicada em doentes com diferentes patologias, permitindo em
princípio fazer estudos de comparação de resultados. Ainda outro destes instrumentos
genéricos que têm vindo a ser propostos, é a Escala de Auto avaliação da Qualidade de
Vida [3], com a particularidade de ter uma versão que recorre ao computador como meio de
aplicação, bem como para arquivo e processamento automático dos dados daí resultantes.
As avaliações específicas, por seu turno,
recorrem a instrumentos capazes de avaliar certos estados e preocupações de pacientes
com uma determinada doença. Será o caso, por exemplo, de uma avaliação dirigida para a
Doença de Crohn, a qual deverá incorporar questões relacionadas com o funcionamento
intestinal, com a dor abdominal ou com aspectos de ordem sexual, onde a uma outra dirigida
para a artrite reumatóide poderá antes interessar avaliar a força das mãos e a
mobilidade. As vantagens desta especificidade assentam na sensibilidade acrescida às
variações do estado clínico que podem ocorrer ao longo do tempo, de que resulta uma
utilidade directa para efectuar ensaios clínicos, mas também do facto de o tipo de
perguntas e áreas exploradas ser bastante sobreponível às habitualmente efectuadas /
clinicamente avaliadas pelos médicos. As desvantagens, por outro lado, resultam de não
permitirem diferenciar pacientes com doenças diferentes, e inclusive, mesmo no contexto
da mesma doença, conforme já referido, é importante entrar em linha de conta com a
população utilizada para desenvolver o instrumento. Este último aspecto, por exemplo,
é perfeitamente ilustrado pelo chamado "efeito de tecto"; tome-se o caso de uma
escala de qualidade de vida que, desenvolvida em doentes com DICI internados, poderá não
ser sensível às variações de qualidade de vida dos pacientes em regime de ambulatório
uma vez que estes, em princípio, se enquadram num contexto clínico mais moderado. O
mesmo se passa com o "efeito de chão" que põe em causa a sensibilidade /
reactividade de um instrumento utilizado em pacientes com fraca qualidade de vida uma vez
que estes só dificilmente virão a apresentar valores mais baixos aquando de uma nova
avaliação. Em termos genéricos pode dizer-se que os instrumentos disponíveis no
âmbito das DICI têm todos validade de conteúdo; ou seja, que as questões que exploram
representam efectivamente os aspectos que se propõem avaliar. O mesmo se poderá dizer da
validade concorrente, uma vez que as respectivas pontuações se correlacionam com as de
outros instrumentos de QV-RS previamente validados. Também se pode falar, finalmente, de
validade de constructo em relação às escalas que, construídas em função de um modelo
hipotético, foram depois testadas em relação a grupos de pacientes com determinadas
características ou cujo estado de saúde foi avaliado por outros meios, confirmando assim
o modelo.
O IBDQ [4], concebido em torno da utilização
em ensaios terapêuticos, é um questionário com 32 questões de tipo Likert, a ser
aplicado sob a forma de entrevista estruturada, e que cobre sintomas intestinais e
sistémicos, bem como aspectos afectivos e de funcionamento social. Bem construído em
termos psicométricos, revelou-se replicável, estável e sensível às variações entre
os pacientes afectados por DICI, quer a nível ambulatório quer em regime de
internamento. Quanto ao IBDQ modificado [5], um questionário com 36 perguntas de
auto-aplicação de tipo Likert. Embora o recurso a muitas das questões do IBDQ, do qual
deriva, contribua com uma certa validação concorrente, não se pode considerar à
partida este questionário como adequadamente normalizado, uma vez que o estudo de
controle só foi feito em relação a um grupo de pessoas não doentes. Além disso, a sua
aplicação foi dirigida para uma amostra de pacientes só moderadamente afectados por
DICI. Já o questionário da Clínica de Cleveland [6], uma entrevista estruturada com 47
questões avaliadas numa escala de tipo Likert, que se mostrou correlacionado com o Perfil
do Impacto da Doença. Mais do que para sintomas médicos, está orientada para avaliar
aspectos funcionais do quotidiano destes pacientes. O que de algum modo veio a permitir a
sua utilização em termos genéricos, conseguindo inclusive discriminar em relação à
DICI, numa versão ligeiramente adaptada, os pacientes com esclerose múltipla e artrite
reumatóide, e designadamente no sentido de terem estes uma pior QV-RS. No âmbito das
DICI para as quais foi especificamente concebido, permitiu discriminar os pacientes com
colite ulcerosa em relação aos da doença de Crohn, bem assim como entre os que padeciam
de formas mais ou menos graves (respectivamente com ou sem história de intervenção
cirúrgica).
Não avaliando sintomas ou o estado funcional,
até porque não foi concretamente concebido para avaliar a QV-RS, este Formulário para
Pontuar as Preocupações dos Doentes com DICI [7] mostrou-se contudo correlacionado com
relatos de bem-estar, com o grau de perturbação psico-afectiva avaliado pelo SCL-90, e
com o funcionamento quotidiano. De facto, está elaborado em torno de um questionário de
auto-aplicação com 25 questões, questões estas que, respondidas através de uma escala
analógica, se orientam para os receios e preocupações destes doentes. Tendo sido
aplicado a uma vasta amostra da população de pacientes americanos com DICI, pretende
assim constituir-se num índice capaz de avaliar os resultados das intervenções
psicoterapêuticas ou de simples aconselhamento. Partindo do princípio de que o estado de
saúde e a sua evolução dependem de factores directamente relacionados com a doença,
mas também dos de ordem psicossocial, a Escala do Estado de Saúde da UC/CD [8] foi
concebida para diferenciar as situações de afecção moderada em relação às mais
graves e para prever de certo modo um desfecho evolutivo que integrasse aspectos relativos
ao recurso ao auxílio médico, ao funcionamento quotidiano e ao mal-estar psicoafectivo.
Ainda sem validação prospectiva capaz de garantir o seu correcto indiciamento em termos
prognósticos ou de resposta terapêutica, os sintomas que inclui revelaram no entanto, e
desde logo, através de um estudo americano de âmbito nacional, ter um poder preditivo
superior ao do Índice de Actividade da Doença de Crohn (CDAI).
Conclusões
Num estudo de vasto âmbito [9], o grupo de
trabalho de Drossman estudou variadíssimos aspectos relativos às DICI em 997 membros da
Fundação Americana da Doença de Crohn e da Colite. Neste estudo chegou à conclusão de
que, em relação à população em geral, só em grau muito ligeiro é que se pode falar
de perturbação psicológica. E mesmo assim, se o estado funcional diário era em regra
bastante bom, as perturbações, mais do que de funcionamento físico, são sobretudo
devidas a factores de ordem psicológica ou de funcionamento social. Por outro lado, em
relação à colite ulcerosa, os doentes com doença de Crohn apresentam mais dificuldades
psicossociais e recorrem mais aos serviços de saúde, se bem que as diferenças não
sejam verdadeiramente significativas quando ajustadas à maior gravidade dos sintomas que
apresentam.
Em relação aos mecanismos de superação,
sendo que as estratégias orientadas para o problema têm sido consideradas mais
adaptativas no sentido de amortecerem as perturbações psicossociais, é exactamente a
este tipo de estratégias que estes pacientes recorrem o mais das vezes: procurar apoio
social, não deixar a perturbação afectiva interferir, enfrentar os problemas e fazer a
sua reavaliação positiva.
A qualidade de vida e os factores de ordem
psicossocial (bem-estar, perturbações psicológica e estado funcional), em relação ao
número de consultas efectuadas, revelaram-se factores preditivos muito mais fortes do que
os índices de actividade da doença (que não chegam a ser significativos). Estes
(gravidade dos sintomas, dose de esteróides, e perda de peso) são, isso sim, elementos
altamente preditivos em relação ao internamento e à cirurgia.
Por outro lado, a utilização do RFIPC permitiu
concluir em relação a estes doentes que as suas principais preocupações / receios
são: incerteza quanto à evolução da doença, efeitos da medicação, nível de
energia, cirurgia (e ter um saco de ostomia), ser um fardo para os outros, perda do
controle do intestino, e poder vir a ter cancro. Por outro lado, também neste aspecto
foram encontradas algumas diferenças entre a doença de Crohn e a colite ulcerosa.
Aqueles preocupam-se mais com o nível de energia, ser um fardo para os outros,
desenvolver-se plenamente, terem dores ou sofrimento, despesas, e contagiar outras
pessoas. Ao passo que na colite está sobretudo presente o receio de vir a ter cancro. Por
outro lado ainda relaciona-se o grau destas preocupações com o bem-estar psicológico e
funcionamento quotidiano, sugerindo o eventual papel de uma intervenção psico-educativa
em relação às preocupações identificadas por este meio, no sentido de melhorar o
estado de saúde / qualidade de vida destes pacientes.
Num outro estudo [3] efectuado pela mesma
equipe, tendo usado o SIP em doentes de consulta e / ou internados, os resultados vieram
confirmar que, mais do que os aspectos físicos, são os psicológicos e sociais que mais
se fazem sentir no estado funcional quotidiano. E tanto mais na doença de Crohn do que na
colite ulcerosa, mas sobretudo nos doentes internados em relação aos do ambulatório.
Por outro lado, também o recurso ao questionário da Cleveland Clinic em doentes do
ambulatório encontrou pior qualidade de vida relativa à saúde entre os doentes com
doença de Crohn em relação aos da colite ulcerosa. E de igual modo para os pacientes
com antecedentes de intervenção cirúrgica em relação aos que não têm tal história,
o que é algo difícil de interpretar em relação aos pacientes com colite ulcerosa uma
vez que nestes casos se presume que a colectomia foi efectuada com fins curativos. No
entanto a importância do centro onde foi efectuado o estudo deixa conjecturar que a
selecção da amostra incidiu em pacientes com complicações pós-cirúrgicas.
A questão que se coloca a este propósito é a
de saber até que ponto a colectomia pode melhorar a QV-RS, ou se há diferenças
significativas de acordo com o procedimento eleito. Um estudo dirigido neste sentido
recorrendo a métodos utilitários como o TTOT [10] veio confirmar tal melhoria. Num outro
estudo a um ano de distância da intervenção cirúrgica, os autores não encontraram
diferenças entre os diversos procedimentos em prática: ileostomia convencional, bolsa de
Kock e anastomose bolsa ileal-anal. Um outro estudo [11] que incidiu retrospectivamente
até 1981 sobre 1000 doentes operados com colite ulcerosa, avançou conclusões
ligeiramente diferentes, embora as diversas metodologias utilizadas sejam impeditivas de
qualquer comparação directa. Assim, utilizando um questionário próprio para avaliar a
QV-RS concluíram que os pacientes com anastomose bolsa ileal-anal sentiam menos
dificuldades a nível sexual ou em actividades desportivas dos que os com bolsa de Kock. O
que também era verdade destes em relação aos da ileostomia de Brooke, embora estes
referissem menos problemas para viajar do que aqueles. Também a equipe de Drossman
abordou esta questão com o seu RFIPC [12] reforçando as conclusões destes estudos sobre
a resposta positiva da qualidade de vida dos pacientes com colite ulcerosa colectomizados.
De facto, concluem que as ostomias reduzem os valores das preocupações com cancro,
cirurgia e ostomia, nem por isso os aumentando em relação às de imagem corporal
(sexualidade, intimidade, atracção). O mesmo se não pode dizer em relação à doença
de Crohn, o que talvez se deva à gravidade pós-cirúrgica da situação destes
pacientes.
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